Quem somos

O 13 de Maio – Núcleo de Educação Popular é uma organização de formação política de trabalhadores e trabalhadoras que nasceu em São Paulo, em 1982, e se espalhou pelo Brasil por meio de gerações de educadores populares.

Há mais de quatro décadas, nosso trabalho parte de uma convicção simples: compreender a realidade é parte da luta para transformá-la. A formação política não substitui a organização, a mobilização ou a luta dos trabalhadores. Ela procura oferecer instrumentos para que aqueles que lutam possam compreender criticamente a sociedade em que vivem, sua formação histórica, suas contradições e as possibilidades de sua transformação.

É nesse sentido que entendemos a educação popular. Nosso ponto de partida é a realidade concreta vivida pelos participantes. A experiência cotidiana, entretanto, não é nosso ponto de chegada. Por meio do estudo, do diálogo, da problematização e da apropriação crítica da teoria, buscamos ultrapassar as aparências e compreender as determinações que produzem essa própria realidade.

Essa concepção foi construída ao longo de nossa história. Entre suas características estão o diálogo e a problematização do senso comum, o uso de dinâmicas que permitem vivenciar conceitos, o estudo de textos clássicos e a preocupação permanente em estabelecer relações entre teoria e experiência concreta.

Nossa referência teórica fundamental encontra-se na tradição marxista e na crítica da sociedade capitalista. Isso significa compreender a formação política não como transmissão de respostas prontas, mas como apropriação dos instrumentos teóricos necessários para que trabalhadores e trabalhadoras possam compreender sua própria condição, sua história e suas lutas.

Por isso, formar educadores populares sempre foi uma tarefa central do 13 de Maio. O Programa de Formação de Monitores tornou-se, ao longo de nossa trajetória, um dos principais meios de multiplicação dessa experiência. Os monitores formados pelo Núcleo passaram a desenvolver cursos e processos de formação em diferentes organizações, movimentos, sindicatos e regiões do país.

Não entendemos o conhecimento como algo que pertence aos especialistas e deve ser simplificado para chegar aos trabalhadores. Nossa aposta é outra: criar as mediações necessárias para que a classe trabalhadora possa se apropriar criticamente do conhecimento produzido historicamente e utilizá-lo para interpretar sua própria realidade.

Quem sabe mais luta melhor.